A demência tem também impacto na família e na sociedade. A pessoa que presta cuidados regulares pode ser um cuidador formal (profissional) ou informal (familiar/amigo).
Cuidar de uma pessoa com demência é frequentemente uma tarefa complexa e de grande exigência física e psicológica. Apesar do envolvimento afetivo, muitos cuidadores evidenciam um agravamento do seu estado de saúde, dificuldades profissionais associadas à diminuição da assiduidade laboral, ou mesmo o seu abandono, bem como dificuldades financeiras.
O cuidado exige tempo, energia e recursos. Para além do desgaste associado à prestação contínua de cuidados, o cuidador enfrenta a angústia de assistir à perda progressiva de capacidades da pessoa querida, responsabilidades inesperadas e sentimentos ambivalentes. A incerteza sobre o futuro e a antecipada perda da pessoa podem criar situações de grande sobrecarga.
Mais do que as necessidades de cuidado em si, são frequentemente os sintomas psicológicos e comportamentais da pessoa com demência que fragilizam o cuidador.