A demência afeta a comunicação, limitando a capacidade de usar e compreender as palavras. Nas fases mais avançadas, a comunicação não-verbal, incluindo a linguagem corporal, o tom de voz e as expressões faciais, tornam-se mais relevantes. Com a diminuição da capacidade de processar informações verbais, a forma como os cuidadores comunicam é fundamental para promover interações positivas e significativas.
Eliminar distrações – Assegure-se de que não existem estímulos concorrentes que interfiram na comunicação como a televisão, rádio, pessoas a falar alto ou outros ruídos.
Manter o contacto visual – Aborde a pessoa de frente, mantenha-se ao nível dos seus olhos, chamando-a pelo nome e toque suavemente na mão ou no braço, para ajudá-la a direcionar a atenção e concentrar-se na mensagem.
Falar calmamente – Fale num tom calmo, pausado e seguro. Se a pessoa tiver problemas de audição, baixe o timbre de voz.
Transmitir uma mensagem de cada vez – Utilize palavras simples, frases curtas e evite múltiplas instruções em simultâneo. Perguntas com duas opções preservam a autonomia e facilitam a decisão, por exemplo “quer tomar chá ou café?”.
Dar tempo de resposta – Dê o tempo necessário para que a pessoa responda. Apressá-la ou interrompê-la pode causar confusão e desencorajar a comunicação. Tenha também em atenção as expressões faciais e a linguagem corporal para verificar se a mensagem está a ser compreendida ou se a pessoa parece frustrada ou aborrecida.
Falar de forma positiva e demonstrar– Use gestos para ajudar a transmitir a mensagem, como apontar para os objetos ou demonstrar a ação e evite a utilização de frases na negativa: em vez de dizer “Não vá lá fora”, opte por “Fique cá dentro”. Também pode recorrer ao humor, mas nunca à custa da pessoa.
Respeitar – É fundamental reconhecer sempre a presença da pessoa, dirigindo-se a ela e envolvendo-a na conversa, assim como incentivar as pessoas com quem se comunica a seguirem este princípio.